Na hora de especificar um trocador de calor a placas, uma das primeiras dúvidas é: brasado ou gaxetado? Os dois equipamentos realizam a mesma função — transferir calor entre dois fluidos sem misturá-los — mas têm construções, limitações e custos de manutenção muito diferentes.
Neste artigo, a equipe técnica da VM Brasil explica as principais diferenças entre os dois tipos, as vantagens e limitações de cada um e como escolher o mais adequado para a sua aplicação.
Como funciona cada tipo?
Trocador de calor brasado
No trocador brasado, as placas de aço inoxidável são unidas permanentemente por um processo de brasagem a cobre ou níquel em forno a vácuo. O resultado é um equipamento extremamente compacto, sem gaxetas e sem parafusos — totalmente selado. Por não ter partes móveis ou vedações elásticas, é praticamente livre de manutenção em condições normais de operação.Trocador de calor gaxetado
No trocador gaxetado, as placas são presas mecanicamente entre duas chapas estruturais por meio de tirantes, com gaxetas de elastômero vedando os canais entre as placas. Essa construção permite abrir o equipamento completamente para limpeza, inspeção e substituição de placas ou gaxetas — tornando-o ideal para aplicações que exigem manutenção periódica ou flexibilidade operacional.Principais diferenças
Manutenção
Essa é a diferença mais relevante na prática. O trocador gaxetado permite abertura completa para limpeza mecânica com hidrojato, substituição de gaxetas e inspeção de placas — é o equipamento indicado quando o fluido tem tendência à incrustação ou quando o processo exige inspeção periódica. O trocador brasado não pode ser aberto. Por ser totalmente soldado, a única opção de limpeza é o processo CIP (Cleaning in Place) — circulação de solução química pelo interior do equipamento sem desmontagem. Esse processo é eficiente para incrustações leves, mas tem limitações para depósitos mais severos. Em casos de dano às placas ou obstrução severa, o equipamento geralmente precisa ser substituído.Limites de pressão e temperatura
Por sua construção soldada, o trocador brasado suporta pressões mais elevadas — geralmente até 30 bar — e é mais resistente a variações bruscas de pressão. O trocador gaxetado tem pressão de operação limitada pela resistência das gaxetas e pela estrutura mecânica, tipicamente entre 10 e 25 bar dependendo do modelo. Em relação à temperatura, o trocador brasado com brasagem a cobre suporta até aproximadamente 225°C. O trocador gaxetado tem seu limite definido pelo material da gaxeta — gaxetas de EPDM até 150°C, Viton até 180°C.Flexibilidade
O trocador gaxetado é muito mais flexível: é possível adicionar ou remover placas para aumentar ou reduzir a capacidade de troca térmica sem substituir o equipamento. O trocador brasado tem capacidade fixa — qualquer alteração de projeto exige a compra de um novo equipamento.Tamanho e custo inicial
O trocador brasado é muito mais compacto e leve para a mesma capacidade de troca — ideal quando espaço é limitado. O custo inicial também é geralmente menor. O trocador gaxetado é maior e mais caro na compra, mas oferece menor custo total ao longo da vida útil em aplicações que exigem manutenção frequente.Compatibilidade com fluidos
O trocador brasado com cobre não é indicado para sistemas com amônia, fluidos com pH muito baixo ou aplicações farmacêuticas e alimentícias que não toleram cobre. Para essas aplicações, existe o trocador brasado AlfaNova — 100% em aço inoxidável com brasagem por níquel. O trocador gaxetado, com a escolha correta do material de gaxeta, é compatível com uma gama muito mais ampla de fluidos.Dica VM Brasil: A escolha entre brasado e gaxetado depende principalmente do fluido processado, da necessidade de manutenção e da flexibilidade operacional requerida. Nossa equipe de engenheiros pode ajudar a especificar o equipamento ideal para o seu processo.
Quando usar cada tipo?
Escolha o trocador brasado quando:
- O fluido é limpo e com baixa tendência à incrustação
- O espaço disponível é limitado
- A aplicação exige alta pressão de operação
- A manutenção é mínima ou inexistente
- O custo inicial é um fator determinante
- Aplicações de refrigeração, HVAC e aquecimento de água limpa
Escolha o trocador gaxetado quando:
- O fluido tem tendência à incrustação ou sujidade
- O processo exige inspeção e limpeza periódica
- A capacidade de troca pode precisar ser ajustada no futuro
- O fluido é viscoso, com partículas ou produto alimentício
- Aplicações industriais de médio e grande porte
- Sistemas de vapor, aquecimento de processo, indústria alimentícia e farmacêutica
VM Brasil: distribuidor autorizado Alfa Laval dos dois tipos
A VM Brasil é distribuidora autorizada Alfa Laval e mantém estoque completo dos dois tipos de trocadores — brasado e gaxetado — com pronta entrega em todo o Brasil. Nossa equipe de engenheiros auxilia na especificação do equipamento correto para cada aplicação, considerando o fluido, a capacidade necessária, as condições de operação e o custo total de propriedade. Além da venda, realizamos manutenção completa de trocadores gaxetados — limpeza, substituição de gaxetas e placas, teste hidrostático e laudo técnico. Para trocadores brasados, realizamos limpeza CIP quando aplicável.→ Falar com um engenheiro e solicitar orçamento
Dúvidas sobre trocadores de calor? Entre em contato pelo (11) 3846-2028 ou vendas@vmbrasil.com